sexta-feira, 26 de abril de 2013

FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS - METODOLOGIA NA CATEQUESE : INTERAÇÃO FÉ - VIDA / PARTE POR PARTE DA DINÂMICA DE UM ENCONTRO / PRECISAMOS ESTAR EM CONTATO COM DUAS FONTES: A BÍBLIA E A REALIDADE HUMANA. / METODOLOGIA NA CATEQUESE : COMO TRABALHAR UM ENCONTRO Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um procedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA” (Jo 10, 10). Todo encontro parte da VIDA para chegar a mais VIDA com novos compromissos e novas atitudes... / O CONTEÚDO DA CATEQUESE NÃO É SÓ DOUTRINA, BÍBLIA, MAS TAMBÉM A NOSSA VIDA. PRECISAMOS ESTAR EM CONTATO COM DUAS FONTES: A BÍBLIA E A REALIDADE HUMANA.


O princípio da interação: “Fé-Vida”
Existem muitos métodos, isto é, muitas maneiras para se chegar a alcançar objetivos.



FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS

 METODOLOGIA NA CATEQUESE :

INTERAÇÃO  FÉ - VIDA

A catequese usa o princípio metodológico da interação.

NA VIDA DE TODO DIA USAMOS INTERAÇÕES QUE PRODUZEM EFEITOS BENÉFICOS. VEJA, POR EXEMPLO, O FERMENTO, A ÁGUA E O TRIGO AJUNTADOS, MISTURADOS, INTERADOS, SÃO CAPAZES DE PRODUZIR UM PÃO CAPAZ DE MATAR A FOME.
Na catequese é preciso fazer interagir, isto é, misturar aquilo que é do campo de fé (Bíblia, tradição, liturgia, doutrina, ensinamentos da Igreja...) com tudo aquilo que é do campo da vida (acontecimentos, realidade, situações, aspirações, clamores, fatos alegres e tristes...).
“A interação é relacionamento mútuo e eficaz entre a experiência de vida e a formulação da fé, entre a vivência atual e o dado da Tradição” (CR 113).

O CONTEÚDO DA CATEQUESE NÃO É SÓ DOUTRINA, BÍBLIA, MAS TAMBÉM A NOSSA VIDA.
PRECISAMOS ESTAR EM CONTATO
COM DUAS FONTES:
A BÍBLIA E A REALIDADE HUMANA.
Este método tem por finalidade educar para Ação-Reflexão, assim como fez Jesus, que se preocupou de educar seus discípulos para uma reflexão, partindo da vida (pobres, crianças, doentes, excluídos...).

COMO TRABALHAR UM ENCONTRO
Para melhor trabalhar o método de interação usa-se um procedimento, ou melhor, um itinerário, que favorece o grande objetivo da catequese: “PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDÂNCIA” (Jo 10, 10).
Todo encontro parte da VIDA para chegar a mais VIDA com novos compromissos e novas atitudes...
O itinerário de um encontro, para muitos, é velho ou muito conhecido. Acontece, que existem muitos catequistas iniciantes e precisam estar seguros de como proceder ao realizar algum encontro.

VEJAMOS AGORA, PARTE POR PARTE DA DINÂMICA METODOLÓGICA DE UM ENCONTRO:

1-   ACOLHIDA, VER, JULGAR, CELEBRAR, AGIR, AVALIAR.


a) Acolhida: é a sala de visita do encontro. Pode ser expressa de muitas formas: gestos, cantos, símbolos, surpresas...

É importante que todo catequizando encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno amigo. Seja reconhecido na sua individualidade, chamando-o pelo nome.
Todo participante que se sente aceito e amado, participará com mais alegria e motivação.
b) Olhar a vida, ou ver a realidade, suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor.
Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, conseqüências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas.

O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus.
A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, palestra,  vídeo, dramatização...
c) Iluminar a vida com a Palavra (Julgar).

A PARTIR DA VIDA APRESENTAMOS
A PALAVRA DE DEUS.
Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças...
Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida.
DENTRO DO JULGAR TAMBÉM COLOCAMOS O APROFUNDAMENTO DA PALAVRA.
Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor.
É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz.

Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós? È a leitura orante da Palavra.
O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, oração espontânea...
d) Celebrar a Fé e a Vida. É um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial.

O CELEBRAR É COMO SABOREAR EM CONJUNTO NA ALEGRIA, OU NO PERDÃO, ALGO QUE NOS ALIMENTA PORQUE NOS DIRIGIMOS, NOS APROXIMAMOS DO CONVIDADO ESPECIAL,
QUE É DEUS.
A CELEBRAÇÃO  DEVE CONTER A ORAÇÃO ESPONTÂNEA:  Os catequizandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo.
É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida.
A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os catequizandos na participação das celebrações, cultos, novenas, grupos de reflexão, além de estimulá-los à freqüência no próximo encontro, pois sempre haverá uma expectativa no ar : como será o próximo encontro?!
e) Assumir ações práticas. TODO ENCONTRO PRECISA CONSCIENTIZAR QUE SER CRISTÃO NÃO É FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS, E NEM FICAR PASSIVO DIANTE DA REALIDADE.

Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações , a partir de critérios cristãos.
O AGIR É TRANSFORMADOR E COMPROMETEDOR está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exigem  mudança nas pessoas, famílias, comunidade.

CADA CATEQUISTA NECESSITA PROVOCAR O SEU GRUPO PARA AÇÕES PRÁTICAS.
- É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto.
- Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.
f) Recordar o encontro. Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Nada de questionários escritos, para serem respondidos. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua.
Pode-se também pedir a ajuda para a família, sobre questões práticas.
g) Guardar a Palavra para vida. Este passo dá importância à Bíblia. Precisamos que nossos catequizandos tenham na vida e na fala a Palavra de Deus. A partir do assunto tratado no encontro, podemos usar uma ou duas frases, tiradas dos textos bíblicos usados que dão a síntese do conteúdo, para serem compreendidas e vivenciadas.

As frases com versículos ou temas estudados poderão ser impressas e ilustradas com desenhos, ou figuras e fixadas em local para serem vistas e memorizadas.
h) Avaliar. A avaliação ajuda a alegrar-se com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom.

NÃO PODEMOS FICAR SOMENTE NO QUE O CATEQUIZANDO “APRENDEU”, isto é, se já sabe os mandamentos ou  sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento do catequisando ao assumir os valores evangélicos como: diálogo, partilha, capacidade de perdoar, atitudes de fraternidade.
A AVALIAÇÃO É UM PASSO PRECIOSO DE CRESCIMENTO. ELA FAZ PARTE DE QUALQUER ENCONTRO.
São muitas as formas de avaliar :
- Pode-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, discussões do tema , onde os próprios catequisandos emitem opinião sobre o que foi estudado no encontro.

CONCLUSÃO :
PARECE SIMPLES PREPARAR UM ENCONTRO MAS, COMO VIMOS, EXIGE DO(A) CATEQUISTA DEDICAÇÃO, CARINHO E APROFUNDAMENTO PARA TORNAR CADA ENCONTRO, UM ESPAÇO DE CRESCIMENTO MÚTUO.
É IMPORTANTE PREPARAR-SE PARA OBTER SEGURANÇA AO FALAR. UMA VEZ QUE O TEMA É AMPLAMENTE ESTUDADO PELO CATEQUISTA, ELE JAMAIS SERÁ ESQUECIDO. ASSIM A CADA ENCONTRO BEM PREPARADO VOCÊ SÓ TEM A GANHAR MAIS BAGAGEM PARA CUMPRIR ESSA SUA GRANDIOSA MISSÃO.
Ao olharmos Jesus com seus apóstolos, veremos que seu método também tinha estes passos.
É só verificar algumas passagens, como a dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) ou ainda o encontro com a Samaritana (Jo 4, 1-30) ou Zaqueu (Lc 19, 1-10).
Qualquer ambiente era propício para acolher-ensinar-aprender-conviver.
Para Ele a importância estava nas pessoas.
Irmã Marlene Bertoldi


UM BOM  CATEQUISTA:
- Não pode ser o (a) dono (a) da verdade nem do saber.
- Não pode confundir ENCONTRO de Catequese com AULA de Catecismo.
- Tem que arranjar tempo e disposição para participar dos encontros de PREPARAÇÃO, PLANEJAMENTO e AVALIAÇÃO da Catequese.
- É pessoa que REZA (oração pessoal, com os demais catequistas, com os catequizandos e nos encontros litúrgicos de preferência sempre com as crianças).
- É uma pessoa que ESTUDA, REFLETE. Participa de cursos, busca constante atualização.
- Cultiva o espírito de EQUIPE; faz questão de trabalhar em equipe; nas coisas práticas, sempre procura agir de acordo com aquilo que foi resolvido em comum.
- É uma pessoa PONTUAL. Até se antecipa à chegada das crianças e é o último a sair. Os momentos antes e após o encontro de catequese com as crianças, são momentos preciosos para melhor conhecer e fazer amizade com as mesmas.
- Não tem “direito” de perder a paciência nem com o catequizando, nem com os familiares. Gritos, xingatórios, são anti-catequéticos.
- Procura sempre dar apoio e conviver fraternalmente com os colegas de Pastoral.
- Procura fazer todo possível para não prejudicar o andamento da Família. Pelo contrário, capricha mais para que todos se sintam felizes.
- Cria, inventa mas sempre com o objetivo de melhor transmitir a Mensagem proposta para aquele dia.
- Tem estima sagrada pela IGREJA, pela BÍBLIA, pela EUCARISTIA, entre outras coisas!




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