sexta-feira, 7 de junho de 2013

CALENDÁRIO LITÚRGICO OU ANO LITÚRGICO : ASSIM COMO EXISTE UM CALENDÁRIO CIVIL, NA IGREJA HÁ UM CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO (Festas fixas e móveis) O QUAL MARCA AS DATAS ESPECIAIS E AS FESTAS MAIS IMPORTANTES PARA A CELEBRAÇÃO DA FÉ E DA HISTÓRIA DE DEUS CONOSCO. / NATUREZA E FINALIDADE DO ANO LITÚRGICO / PERCORRER O ANO LITÚRGICO É PARA A COMUNIDADE CRISTÃ CELEBRAR O QUE DEUS FEZ POR NÓS, O QUE DEUS FAZ POR NÓS E O QUE DEUS FARÁ POR NÓS. / AS PRINCIPAIS FESTAS DO ANO LITÚRGICO

CALENDÁRIO LITÚRGICO
OU ANO LITÚRGICO

* LOGO ABAIXO : Calendário Eclesiástico (Festas fixas e móveis)

UMA DAS MUITAS FORMAS QUE A IGREJA ENCONTROU PARA DESENVOLVER E ESTRUTURAR O SEU SERVIÇO FOI A CRIAÇÃO DE UM CALENDÁRIO LITÚRGICO. ASSIM COMO EXISTE UM CALENDÁRIO CIVIL, NA IGREJA HÁ UM CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO O QUAL MARCA AS DATAS ESPECIAIS E AS FESTAS MAIS IMPORTANTES PARA A CELEBRAÇÃO DA FÉ E DA HISTÓRIA DE DEUS CONOSCO.
Além de ano litúrgico, também são conhecidas as expressões Ano da igreja, Ano eclesiástico ou Tempo litúrgico.
- A TERMINOLOGIA ANO DA IGREJA visa a marcar a diferença entre ano civil e religioso;
- ANO ECLESIÁSTICO tem em sua base o termo latim “ecclesia”, que quer dizer “igreja”.
- TEMPO LITÚRGICO surge da palavra grega “leitourgia”, termo utilizado para designar culto, o serviço de Deus realizado pela igreja.

PORTANTO, ANO ECLESIÁSTICO, ANO DA IGREJA E ANO OU TEMPO LITÚRGICO SÃO TERMOS QUE DESIGNAM O TEMPO DA IGREJA NO MUNDO, ASSINALADO PELAS FESTAS E EVENTOS SIGNIFICATIVOS DA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO.

- QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS FESTAS OU EVENTOS DA IGREJA?
- O QUE SE CELEBRA NESTAS FESTAS? PARA QUE SERVE O ANO LITÚRGICO?
- COMO ELE SURGIU?
ESSAS PERGUNTAS ORIENTARÃO O TEXTO QUE SEGUE.
1-         NATUREZA E FINALIDADE DO ANO LITÚRGICO
O ANO LITÚRGICO ESTÁ DIVIDO EM TRÊS GRANDES PERÍODOS OU CICLOS (NATAL, PÁSCOA E TEMPO COMUM). Através deles, a igreja cristã celebra os grandes e mais importantes feitos de Deus.
Centrando nos principais acontecimentos o ano litúrgico possibilita uma passagem pela história de Deus
com o seu povo.
Cada evento, cada festa representa um aspecto da história da salvação. Celebrar através do ano litúrgico significa não só revisitar os feitos de Deus no passado, mas é também reatualizar (anamnese) a história do Deus-conosco no presente de nossas vidas.

PERCORRER O ANO LITÚRGICO É PARA A COMUNIDADE CRISTÃ CELEBRAR O QUE DEUS FEZ POR NÓS, O QUE DEUS FAZ POR NÓS E O QUE DEUS FARÁ POR NÓS.
2-         A CENTRALIDADE DO ANO LITÚRGICO
Deus falou e fala para o seu povo de muitas formas, mas em Jesus, ele falou de um modo muito especial. Pois, em Jesus, Deus se tornou humano, assumiu a nossa condição, sentiu as nossas dores e conheceu nossas esperanças.
Em Jesus, Deus mostrou o seu grande amor por nós.
Como diz João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
O grande amor de Deus por seu povo é revelado na morte e ressurreição de Jesus. Pois ele entregou o próprio Filho pela nossa salvação, para que tenhamos a vida eterna.
PORTANTO, O PONTO PRINCIPAL DA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO É A ENTREGA DE JESUS NA CRUZ, A SUA MORTE E RESSURREIÇÃO. ESTE É O ACONTECIMENTO MAIS IMPORTANTE QUE A COMUNIDADE CRISTÃ CELEBRA, DOMINGO A DOMINGO, ANO APÓS ANO.

POR ISSO, O ANO LITÚRGICO TEM NA PÁSCOA A SUA FESTA MAIS IMPORTANTE.
Podemos dizer que ano litúrgico nasce com a finalidade de celebrar a grande obra redentora de Cristo, mas esta obra é tão rica que não cabe numa única celebração de domingo.
 ENTÃO, CADA FESTA DO ANO LITÚRGICO VISA A DESTACAR UM ASPECTO DIFERENTE DA VIDA DE CRISTO.

O ANO LITÚRGICO, DESTA FORMA, TEM A FINALIDADE de revelar, “atualizando”,  toda a história da obra e redenção de Cristo, desde a vinda de Jesus a este mundo até a sua morte, ressurreição, ascensão e o envio do Espírito Santo à sua comunidade.
3- AS PRINCIPAIS FESTAS DO ANO LITÚRGICO E SEU SURGIMENTO
a) Domingo: festa semanal do Senhor ressurreto
O livro de Atos dos Apóstolos fala sobre acontecimentos muito importantes que marcam o surgimento e a vida das primeiras comunidades cristãs.
 Ele conta, por exemplo, que havia um grupo que se reunia para orar, ler as Escrituras e partir o pão (At 1.14; 2.42); ele fala do envio do Espírito Santo sobre as pessoas que estavam reunidas (At 2). Segundo Atos 20.7-12, os cristãos se reuniam para celebrar a Ceia e o faziam semanalmente, num dia específico. Era no primeiro dia da semana, ou seja, no domingo.

Justino, um mártir do cristianismo que viveu de 100-165 d. C., escreveu que os cristãos se reuniam no domingo para celebrar a fé na ressurreição de Jesus Cristo.
 O DOMINGO, PORTANTO, FOI O PRIMEIRO MARCO NA OBSERVÂNCIA DO TEMPO LITÚRGICO NA VIDA DAS PRIMEIRAS COMUNIDADES CRISTÃS. ESSE DIA ERA COMEMORADO, NA COMUNIDADE CRISTÃ, COMO O ANIVERSÁRIO SEMANAL DA RESSURREIÇÃO DE JESUS .
 Esse era o acontecimento mais importante para a fé da comunidade cristã. Através da reunião semanal, a cada domingo, celebrando a Ceia do Senhor, as primeiras comunidades cristãs davam testemunho da ressurreição de Jesus. Cada domingo é uma pequena Páscoa .

O DOMINGO, PORTANTO, COMO DIA DO SENHOR, É A PRIMEIRA FESTA DOS CRISTÃOS CUJO CENTRO É A RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
b) Páscoa: a primeira festa anual da Igreja
NÃO HAVIA, ATÉ O FINAL DO SÉCULO 1, UMA FESTA ANUAL DA PÁSCOA. A PARTIR DO SÉCULO 2, ISSO MUDOU.
 Além da celebração semanal do Senhor ressurreto, foi se desenvolvendo uma grande celebração anual da Páscoa.
 Essa festa era marcada, sobretudo, pela vigília, no entardecer do sábado, cujo o ponto mais importante  era a passagem de Cristo da morte para a ressurreição .

NOS TRÊS PRIMEIROS SÉCULOS, A PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO ERAM COMEMORADAS EM CONJUNTO NA PÁSCOA.
SÓ NO SÉCULO 4 SURGE A SEMANA SANTA.
A comunidade cristã preferiu celebrar cada acontecimento dos últimos dias da vida Jesus, em dias separados. E cada dia recebeu uma ênfase: Quinta-Feira - celebração da última Ceia de Jesus com seus discípulos (paixão); Sexta-Feira - crucificação e morte de Jesus (morte); Sábado Santo ou Sábado de Aleluia – véspera de Páscoa que culmina com a Vigília Pascal (ressurreição).

A DIVISÃO DA CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA PARA ESSES TRÊS DIAS FORMA O QUE CHAMAMOS HOJE DE TRÍDUO PASCAL .
ESSES SÃO CONSIDERADOS OS TRÊS DIAS MAIS SIGNIFICATIVOS DO CALENDÁRIO CRISTÃO .

A esses dias, ainda se agregam o Domingo de Ramos/Paixão, quando se lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, que dá início à Semana Santa.

AO REDOR DO NÚCLEO PASCAL SE DESENVOLVERAM DOIS OUTROS PERÍODOS:
O DA QUARESMA (40 DIAS ANTES DA PÁSCOA ) E O DO TEMPO PASCAL, QUE CORRESPONDE AOS CINQÜENTA DIAS ANTES DO DIA DE PENTECOSTES.
- O Tempo pascal (quer dizer, os 50 dias que se estendem desde a celebração da Páscoa até o Dia de Pentecostes) foi, desde o seu surgimento, mais importante que os 40 dias da Quaresma.

Agostinho, um pai da Igreja Antiga, diz que “ ‘esses dias após a ressurreição do Senhor formam um período não de labor, mas de paz e alegria. É por isso que não há jejum e se ora em pé, sinal da ressurreição. (...) e o aleluia é cantado para indicar que nossa futura ocupação não será outra senão o louvor a Deus ”
O QUE FOI DESTACADO ATÉ AQUI SOBRE O TEMPO LITÚRGICO NOS MOSTRA A CENTRALIDADE DA PÁSCOA E DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA VIDA DE CULTO DA COMUNIDADE CRISTÃ DESDE O SEU SURGIMENTO.
ESSE EVENTO CENTRAL DA VIDA CRISTÃ ERA E É COMEMORADO:
-  NUM DIA POR SEMANA, O DOMINGO;
- NUMA FESTA ANUAL, A PÁSCOA;
- E NUM PERÍODO ANUAL, O TEMPO PASCAL.
Isso mostra a importância que a páscoa, como festa do senhor morto e ressurreto, assume na vida da igreja.

ISSO NOS LEVA A PERGUNTAR: DE QUE MANEIRA NÓS, COMUNIDADES CRISTÃS ATUAIS, ESTAMOS COMEMORANDO A PÁSCOA? QUE LUGAR (OU IMPORTÂNCIA) ESSA FESTA ASSUME EM NOSSAS COMUNIDADES?
c) Pentecostes e Ascensão
A FESTA DE PENTECOSTES OCUPOU O SEGUNDO LUGAR EM IMPORTÂNCIA NA VIDA DA IGREJA.
Com esta festa, os cristãos comemoravam o aniversário da Igreja.
Conforme Atos 2.1-41, como um vento, línguas de fogo pairavam sobre os discípulos e eles começaram a falar em outras línguas, espalhando a boa nova do Evangelho a muitos lugares.
O envio do Espírito Santo havia sido prometido por Jesus aos seus discípulos (cf. Atos 1.8). Pelo poder do Espírito Santo, os discípulos se sentiram animados, tornando-se, assim, testemunhas do Cristo ressurreto.
 Assim surgem e se desenvolvem as primeiras comunidades cristãs.
 - ORIGINALMENTE, PENTECOSTES INCLUÍA A COMEMORAÇÃO DA ASCENSÃO DE JESUS. Entendia-se que Cristo havia subido aos céus e enviado o Espírito Santo aos seus e às suas fiéis.
 - MAIS TARDE, E ASSIM É HOJE, ESTAS FESTAS FORAM SEPARADAS:
·         O Dia da Ascensão é comemorado aos 40 dias depois da celebração da Páscoa;
·         e o Dia de Pentecostes, comemorado aos 50 dias depois da celebração da Páscoa.
d) Epifania
ESTE FOI O TERCEIRO EVENTO MAIS IMPORTANTE DO CALENDÁRIO CRISTÃO. Surgiu antes da festa de Natal e é comemorado em 6 de janeiro.
A PARTIR DESSA DATA SEGUE O TEMPO COMUM ATÉ A QUARESMA, CONHECIDO COMO TEMPO APÓS EPIFANIA.

Epifania é uma festa que celebra a manifestação ou encarnação de Deus no mundo através da obra de Jesus Cristo.
Com esta festa, a comunidade cristã lembra tanto o nascimento de Jesus (visita dos reis magos do Oriente) quanto o começo do ministério de Jesus aqui na terra, a partir do seu batismo, quando, então, Jesus foi declarado “meu Filho amado”.
NO TEMPO APÓS EPIFANIA (OU TEMPO COMUM) A IGREJA ENFATIZA AS DIVERSAS FORMAS COM QUE JESUS SE MANIFESTOU A NÓS ATRAVÉS DOS SEUS MILAGRES E ENSINAMENTOS SOBRE
O REINO DE DEUS.
e) Natal
O NATAL CELEBRA A AUTODOAÇÃO DE DEUS NO NASCIMENTO DE JESUS.
 A primeira menção à festa de Natal ocorre em 354 d.C. num documento romano que assinala o dia 25 de dezembro como dia do nascimento de Cristo. Esta festa competia com uma festa não-cristã chamada Sol Invictus (sol invencível).
Para os cristãos, Cristo era o verdadeiro sol invencível, o “sol da graça, luz do amor, da justiça o resplendor”. No Natal, portanto, se comemora a vinda do Messias, o Salvador prometido, o justo, que veio redimir e salvar o povo de Deus das trevas do pecado, da injustiça e da morte.
f) Advento
PARALELAMENTE À QUARESMA, O ADVENTO SURGE COMO TEMPO DE PREPARAÇÃO PARA A VINDA DO SALVADOR.
Ele tem caráter de penitência, pois lembra que o Filho de Deus veio em pobreza e humildade (e foi morto na cruz para salvar o mundo).
INICIA QUATRO SEMANAS ANTES DO NATAL. Enquanto se prepara, a comunidade cristã reflete sobre a vinda do Salvador.
 É UMA ÉPOCA DE AGRADECIMENTO PELA DÁDIVA DE DEUS A NÓS, EM CRISTO, E, AO MESMO TEMPO, É EXPECTATIVA PELO QUE HÁ DE VIR, OU SEJA, A SEGUNDA VINDA DO SENHOR.
g) Tempo comum
O TEMPO COMUM ABRANGE DOIS PERÍODOS DO ANO. O PRIMEIRO É O QUE CHAMAMOS DE TEMPO APÓS EPIFANIA E O SEGUNDO, É O TEMPO APÓS PENTECOSTES.
TEMPO APÓS EPIFANIA INICIA, especificamente, na segunda-feira  que segue o domingo depois de 06 de janeiro e se estende até terça-feira antes de carnaval ou início da Quaresma.
O TEMPO COMUM É AÍ INTERROMPIDO, SENDO RETOMADO, ESPECIFICAMENTE, NA SEGUNDA-FEIRA DEPOIS DE PENTECOSTES, OU NO DOMINGO DA TRINDADE, TAMBÉM CHAMADO PRIMEIRO DOMINGO APÓS PENTECOSTES.
O TEMPO COMUM TERMINA NO ÚLTIMO DOMINGO APÓS PENTECOSTES, O QUAL É CHAMADO DE CRISTO REI OU, COMO É CONHECIDO  DOMINGO DA ETERNIDADE.
A TRINDADE é a festa em que a Igreja celebra o mistério de Deus, aquele que se manifesta ao mundo através do Deus criador, do Filho redentor e do Espírito Santo consolador.

O TEMPO COMUM LEMBRA A ATUAÇÃO DA IGREJA NO MUNDO, OU O SEU PEREGRINAR DIÁRIO, MOVIDA PELA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO. Dentro desse período, as diversas igrejas também comemoram suas festas específicas. Como por exemplo, nas igrejas luteranas, o Dia da Reforma, em 31 de outubro.
5. A DIVISÃO DAS FESTAS CONFORME OS GRANDES CICLOS DO ANO LITÚRGICO
a) Ciclo da Páscoa
O CICLO DA PÁSCOA CORRESPONDE AOS SEGUINTES PERÍODOS CELEBRATIVOS:
Quaresma – inicia com a Quarta-feira de Cinzas e encerra com a Quinta-feira Santa, inclusive.
Tríduo Pascal – inicia com a noite de Quinta-feira Santa (celebração da Última Ceia) e encerra na tarde do Domingo da Ressurreição (Páscoa).
Tempo Pascal – refere-se aos cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição (Páscoa) e o Domingo de Pentecostes, inclusive.
b) Ciclo do Tempo Comum
O Tempo Comum inclui o período após 06 de janeiro, quando inicia o Primeiro Domingo após Epifania, e segue até a terça-feira de carnaval; é interrompido pelo Ciclo Pascal e reinicia depois de Pentecostes, com o chamado Domingo da Trindade; é concluído na véspera do Primeiro Domingo de Advento, com a festa de Cristo Rei ou Domingo da Eternidade (Último Domingo do ano eclesiástico).
c) Ciclo do Natal
Este Ciclo inicia no Primeiro Domingo de Advento e encerra com a festa de Epifania, comemorada em 06 de janeiro. O batismo de Jesus faz parte das festas epifânicas, ou seja, das festas que celebram a manifestação do Senhor; é celebrado no primeiro domingo após 06 de janeiro.
6. CONCLUSÃO
A observância do Ano litúrgico ou eclesiástico leva a comunidade cristã a perceber que o seu culto possui grande variedade.
Culto cristão, mesmo que acontece dentro de um ritual básico (com elementos ordinários), não é uma repetição das mesmas coisas a cada semana.

 O Ano litúrgico mostra que o culto possui um centro, um núcleo teológico importante que podemos chamar de “evento de Cristo” (cruz, morte e ressurreição de Jesus), mas, esse núcleo se desdobra em variados temas relevantes.
O evangelho é demasiadamente amplo e profundo para ser todo ele desdobrado num único culto, numa única festa ou num único ciclo festivo.

Cada vez que uma comunidade se reúne para o culto, ela nutre a sua fé com o mesmo evangelho, o mesmo Cristo ou o mesmo Deus.
Mesmo assim, cada culto é diferente. Até mesmo as pessoas, mesmo sendo as mesmas, vivem momentos diferentes e recebem a mensagem do mesmo evangelho cada vez de um novo jeito.

O Ano litúrgico é um instrumento que facilita o desdobramento do evangelho, de forma que a mensagem da salvação sempre tenha um novo enfoque.


 Deus é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre, mas a sua mensagem chega a nós sempre de maneira atual e renovada.


SAIBA MAIS VENDO SLIDES EXPLICATIVOS:








Calendário Eclesiástico (Festas fixas e móveis)

INTRODUÇÃO
É o calendário oficial da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo adotado, via de regra, em todos os países católicos e também em alguns protestantes. Ele é misto, sendo regulado tanto pelo ano solar como pelo lunar, dando origem às festas móveis.CALENDÁRIO DAS FESTAS MÓVEIS
ANOCINZASPAIXÃOPÁSCOAASCENÇÃOPENTECOSTESCORPUS CHRISTI
201017/0202/0404/0416/0523/0503/06
201109/0322/0424/0405/0612/0623/06
201222/0206/0408/0420/0527/0507/06
201313/0229/0331/0312/0519/0530/05
201405/0318/0420/0401/0608/0619/06
201518/0203/0405/0417/0524/0504/06
201610/0225/0327/0308/0515/0526/05
201701/0314/0416/0428/0504/0615/06
201814/0230/0301/0413/0520/0531/05
201906/0319/0421/0402/0609/0620/06
202026/0210/0412/0424/0531/0511/06
202117/0202/0404/0416/0523/0503/06
202202/0315/0417/0429/0505/0616/06
202322/0207/0409/0421/0528/0508/06
202414/0229/0331/0312/0519/0530/05
202505/0318/0420/0401/0608/0619/06
202618/0203/0405/0417/0524/0504/06
202710/0226/0328/0309/0516/0527/05
202801/0314/0416/0428/0504/0615/06
202914/0230/0301/0413/0520/0531/05
203006/0319/0421/0402/0609/0620/06
203126/0211/0413/0425/0501/0612/06
203211/0226/0328/0309/0516/0527/05
203302/0315/0417/0429/0505/0616/06
203422/0207/0409/0421/0528/0508/06
Observações:
1) A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes
2) * ”Paixão”, acima, refere-se à sexta feira que antecede a Páscoa. Não confundir com “Domingo da Paixão” (hoje o  5º. Domingo da Quaresma)  que é o Domingo que antecede Ramos.
POR QUÊ A IGREJA ESTABELECEU AS FESTAS MÓVEIS?
Nos tópicos seguintes iremos estudar por quê a Quarta-Feira de Cinzas e a  Páscoa não possuem data fixa de comemoração.
Todas as festas da Igreja que tem como ponto de referência a Páscoa, são denominadas festas móveis porque baseadas no calendário lunar (judaico) e adaptadas ao nosso calendário (gregoriano). Comecemos relembrando, em resumo, o significado da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã:
PASCOA JUDAICA (breve resumo) - No Antigo Testamento, sabemos que Moisés, sob a guia divina, tornou-se chefe do povo oprimido que encontrava-se sob o jugo dos egípcios, adversários do povo eleito, sob o comando do Faraó que usava de seus poderes terrenos para contrariar os planos divinos. Deus manifesta seu poder através de Moisés, mediante diversos sinais e castigos, mas o coração endurecido do Faraó não acena com nenhum sinal de arrependimento. Durante a libertação do povo guiado por Moisés, Deus institui a celebração da Páscoa através de Moisés e Aarão, mandando dizer a toda a assembléia de Israel que tomasse um cordeiro que deveria ser imolado em data determinada, devendo seu sangue ser tomado, posto sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta da casa. Deus disse ainda que naquela noite passaria através do Egito para exercer sua justiça, ferindo de morte os filhos primogênitos dos Egípcios, mas que passaria adiante das casas marcadas com o sangue do cordeiro. E Deus mandou seu Anjo, e assim foi feito.
Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua” (Ex 12, 14)
Desta forma ficou instituída a a festa da Páscoa, comemorada até os dias atuais pelo povo judeu. O extermínio dos filhos dos egípcios testemunha que o povo eleito, libertado, terá que viver daí em diante, no temor de Deus e reconhecido o seu grande benfeitor. (Veja tudo sobre a instituição da Páscoa no Livro do Êxodo, cap. 12)
PÁSCOA CRISTÃ (breve esumo) - A instituição da Páscoa Cristã encontra-se na imolação de Cristo. Enquanto na primeira festa de Páscoa Deus liberta o povo da escravidão e proclama a sua Aliança com o povo de Israel, na segunda, o próprio Deus torna-se o Cordeiro Imolado para libertar o povo do jugo do pecado e do demônio. Desta vez, o Sangue de Jesus, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, definitivamente liberta toda a humanidade com sua Paixão, Morte e Ressurreição.
“Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”. (I Cor 5, 7)
* * * * * * * * *
Recordando:  Memorizados os aspectos centrais da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã, recordemos que Jesus veio ao mundo em cumprimento das Escrituras e por Seu desígnio foi crucificado justamente no dia da preparação da festa da Páscoa, para que, a partir de sua Paixão, Morte e Ressurreição fosse instituída a Nova Aliança. Para que fosse instituída a grande e solene Páscoa, como num reflexo pleno da primeira festa de Páscoa.
CONCLUINDO:
Como a festa da Páscoa Judaica, coincide exatamente com o dia da imolação de Cristo, estabeleceu-se já naquele momento, por desígnio de Deus, o dia 14 de Nisã (do calendário judaico ou hebraico), como data de referência à comemoração da Páscoa Cristã. (Encontro da Primeira com a Segunda Aliança)
Assim, a Páscoa judaica é sempre celebrada na 1ª. lua cheia da primavera do hemisfério norte, na noite de 14 para 15 de Nisã . A Páscoa Cristã ficou fixada como o 1ª Domingo posterior à referida 1ª lua cheia, ou seja, no primeiro domingo após a comemoração da Páscoa dos Judeus.
Como o calendário judaico é baseado nos ciclos da lua, explica-se os motivos da variação em nosso calendário, que é solar e por isso, para nós, o Domingo de Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril. Fixado, assim, a festa da Páscoa para determinado ano, todas as outras festas também se movem desde a septuagésima até Corpus Christi, conforme a tabela do início deste artigo.
Em síntese: É usado como referência não o nosso calendário, mas sim o  judaico. Fixada a data da Páscoa pelo calendário judaico, adaptamos tal data ao nosso para que a partir daí, possamos estabelecer as datas, desde a septuagésima até Corpus Christi, conforme da grade abaixo. Estabelecido o dia da Páscoa, aí sim, todas as outras festas móveis o acompanham.
O Carnaval apesar de ser uma festa pagã, também se move com o calendário eclesiástico e é sempre comemorado sete domingos antes do Domingo de Páscoa. As festas são permitidas até a quarta-feira de cinzas, quando inicia-se a Quaresma, tempo de 40 dias de jejum e abstinência em preparação à festa da Páscoa, ou seja, data que celebramos a Ressurreição de Cristo.
Festas Móveis - Tem por referência a Páscoa e são as seguintes:
Septuagésima65 dias antes da Páscoa
Quinquagésima49 dias antes da Páscoa
CinzasDo último dia da Quinquagésima, conta-se a primeira 4ª. feira seguinte
Domingo da Paixão(Hoje o 5º Domingo da Quaresma)           14 dias antes da Páscoa(Domingo que antecede Ramos)
RamosÉ o Domingo que antecede o Domingo de Páscoa, portanto, 7 dias antes.
Ascensão40 dias depois da Páscoa (Caindo o 40.º dia em dia de semana, comemora-se no Domingo seguinte)
Pentecostes50 dias depois da Páscoa (Ou o 1.º Domingo após o Domingo da Ascensão)
SS. Trindade57 dias depois da Páscoa (1º. Domingo após Pentecostes)
Corpus ChristiQuinta-feira seguinte, após a comemoração da festa da SS. Trindade
Obs: A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes
PRINCIPAIS FESTAS FIXAS
Como o próprio nome sugere, “festas fixas” são aquelas cujas datas de comemoração não variam, permanecem sempre imutáveis conforme estabelece o Calendário Romano Geral. São tipificadas por festa ou solenidade. As demais comemorações que não pertençam à grade abaixo, por exemplo, de um santo padroeiro, são tipificadas em memória.
MÊSDia (s) comemorativo (s) e celebraçãoTipificação
Janeiro1. – Santa Maria, Mãe de DeusSolenidade
6. – Epifania (com. no Domingo)Solenidade
Entre 9 e 13 – Batismo do Senhor (com. no Domingo)Festa
25. – Conversão de São Paulo ApóstoloFesta
Fevereiro2. – Apresentação do SenhorFesta
22. – Cátedra de São Pedro, ApóstoloFesta
Março19. – São José, Esposo de Nossa SenhoraSolenidade
25. – Anunciação do SenhorSolenidade
Abril25. – São Marcos EvangelistaFesta
Maio3. – São Filipe e São Tiago, ApóstolosFesta
14. – São Matias, ApóstoloFesta
Festa
31. – Nossa Senhora Rainha (Visitação de Nossa Senhora)
Junho24. – Nascimento de São João BatistaSolenidade
29. – São Pedro e São Paulo, ApóstolosSolenidade
Julho3. – São Tomé, ApóstoloFesta
25. – São Tiago, ApóstoloFesta
Agosto6. – Transfiguração do SenhorFesta
10 – São Lourenço, Diácono e MártirFesta
15 – Assunção de Nossa SenhoraSolenidade
23 – Santa Rosa de Lima, VirgemFesta
24 – São Bartolomeu, ApóstoloFesta
Setembro8. – Natividade de Nossa SenhoraFesta
14.- Exaltação da Santa CruzFesta
21. – São Mateus, Apóstolo e EvangelistaFesta
29. – São Miguel, São Gabriel e São Rafael ArcanjosFesta
Outubro
18. – São Lucas EvangelistaFesta
28. – São Simão e São Judas, ApóstolosFesta
Novembro1. – Todos os SantosSolenidade
2. – Comemoração dos Fiéis Defuntos (Finados)Solenidade
9. – Dedicação da Basílica do LatrãoFesta
30. – Santo André, ApóstoloFesta
Cristo, Rei do Universo (Último Domingo do tempo comum)Solenidade
Dezembro8. – Imaculada Conceição de Nossa SenhoraSolenidade
12. – Nossa Senhora de GuadalupeFesta
25. – Natal do SenhorSolenidade
26. – Santo Estevão, primeiro MártirFesta
27. – São João, Apóstolo e EvangelistaFesta
28. – Santos Inocentes MártiresFesta
Sagrada Família – Dentro da Oitava do Natal, ou na sua falta, dia 30Festa

FONTE :
http://blog.cancaonova.com/luzdomundo/calendario-eclesiastico/



A VIDA PÚBLICA DE JESUS Os eventos da vida de Jesus estão registrados em toda a Bíblia, através de quatro evangelhos : Mateus, Marcos, Lucas e João/ Os ensinamentos de Jesus sobre o amor ao próximo, se fossem realmente vividos pela humanidade, poderia sanar todos os problemas da nossa sociedade, pois Jesus praticava o que ensinava / MÚSICA E VÍDEO : UM CERTO GALILEU - PADRE ZEZINHO - A LINDA HISTÓRIA DE JESUS CANTADA


A VIDA PÚBLICA DE JESUS



Os eventos da vida  de Jesus estão registrados em toda a Bíblia, através de quatro evangelhos : Mateus, Marcos, Lucas e João
     Ao completar 30 anos, Jesus iniciou seu ministério a fim dar testemunho da verdade, a sua vida pública durou apenas três anos e meio, mas a sua influência sobre a humanidade foi a maior do que qualquer pessoa que já tenha existido na face da Terra.
     Durante sua vida, Jesus forneceu aos seus seguidores a chave para lidar com os diversos problemas da vida. Que chave foi essa? 

O amor. Num dos sermões mais famosos da história, chamado de Sermão da Montanha, Jesus ensinou seus discípulos a demonstrar amor a seus semelhantes.
Os ensinamentos de Jesus sobre o amor ao próximo, se fossem realmente vividos pela humanidade, poderia sanar todos os problemas da nossa sociedade, pois Jesus praticava o que ensinava,  era movido por um forte desejo de ajudar as pessoas.
      Ele colocava os interesses do outros acima dos seus: Jesus alimentou multidões, sarou muitos doentes, curou cegos, aleijados, leprosos e surdos, até mesmo ressuscitou  mortos. Jesus realizou a maior parte de seus milagres em público, até seus opositores, que sempre procuravam encontrar uma falha nele, não podiam contestar seus milagres(João9:1-34)
     Nós cristãos "temos de meditar a história de Cristo, desde seu nascimento até sua morte e sua ressurreição (...).
 É necessário conhecer bem a vida de Jesus, para que tenhamos tudo gravado na mente e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de nenhum livro, fechando os olhos, possamos contempla-la como em um filme (...). 
Assim, nos sentiremos unidos à sua vida. Porque não se trata só de pensar em Jesus, de representar em nossa mente aquelas cenas. É preciso entrar de cheio nelas, ser atores.
     Seguir a Cristo tão de perto como Santa Maria, sua Mãe, como os primeiros doze, como as santas mulheres, como aquelas multidões que se ajuntavam a seu redor. Se fazemos assim, se não colocamos obstáculos, as palavras de Cristo entrarão até o fundo da alma e nos transformarão" Cada cristão deve conhecer e reproduzir em si mesmo a vida de Jesus Cristo; muito lhe ajudará  ler e  meditar a Sagrada Escritura, de onde tirará contínuas lições para o seguimento de Jesus, que nos marca o caminho da santidade na vida .
ASSISTA AO CLIPE DA MÚSICA : ( A LINDA HISTÓRIA DE JESUS CANTADA)

Um certo Galileu


                      Padre Zezinho


Um certo dia, a beira mar 
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar 
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar 
Enchia o coração de paz tão infinita

Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar 
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor

Vitorioso! Ressuscitou!
Após três dias à vida Ele voltou
Ressuscitado, não morre mais
Está junto do Pai
Pois Ele é o Filho Eterno
Mas ele vive em cada lar
E onde se encontrar
Um coração fraterno
Proclamamos que Jesus de Nazaré
Glorioso e Triunfante,
Deus Conosco está!
Ele é o Cristo e a razão da nossa fé
E um dia voltará!


Assim a vida de Jesus nos cativa de forma que nos sentimos motivados a imitar o seu amor : “ Toda a vida de Cristo é beleza e claridade. 
"Eu sou a Luz do mundo". Toda a sua vida é amor e convite à perfeição. "Quem me segue, não anda em trevas". "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida".

OS SALMOS - A FORMA MAIS CORRETA DE SE ENTOAR UM SALMO É QUASE CANTANDO. - O PODER DOS SALMOS - OS SALMOS TRAZEM MENSAGENS PARA TODOS OS MOMENTOS DE NOSSAS VIDAS. CADA SALMO TEM A SUA FUNÇÃO E FINALIDADE./ NESSE SENTIDO, COMO SÃO PALAVRAS INSPIRADAS POR DEUS, QUEM REZA OS SALMOS FALA A DEUS COM AS PALAVRAS MESMAS QUE DEUS DEU AOS HOMENS, DIRIGE-SE A ELE COM AS PALAVRAS QUE ELE MESMO DÁ AOS HOMENS. "ASSIM, REZANDO OS SALMOS, APRENDE-SE A REZAR. SÃO UMA ESCOLA DE ORAÇÃO



                                OS SALMOS
Salmos são declarações ritmadas. Sua autoria é do Rei David e datam de cinco mil anos depois da morte do rei Salomão. São 150 salmos que expressam a verdade. Eles estão presentes entre o Antigo e Novo Testamento. Existem salmos para curar, adquirir bens, para a família, para proteção, etc.

 A FORMA MAIS CORRETA DE SE ENTOAR UM SALMO É QUASE CANTANDO.
Os salmos são hinos sagrados por meio dos quais o povo de Deus costumava louvar o Altíssimo, implorar Sua misericórdia, agradecer benefícios recebidos e recordar prodígios de Sua paternal providência em favor de Israel.
Foram compostos por diversos escritores sagrados, sendo Davi o autor de sua maior parte.

Os hebreus denominavam esses cantos THEHILLIM (hinos) que mais tarde
passaram a se chamar SALMOS, por serem cantados ao som de um
instrumento que os gregos davam o nome de SALTÉRIO.
 Por este motivo,toda a coleção composta de 150 hinos que formavam o livro de orações da Sinagoga, que os legou à Igreja, chamou-se SALTÉRIO ou SALMOS.

OS SALMOS TRAZEM MENSAGENS PARA TODOS OS MOMENTOS DE NOSSAS VIDAS. CADA SALMO TEM A SUA FUNÇÃO E FINALIDADE.
Em função do problema que a/o aflige, da graça que deseja obter, veja qual o salmo adequado e reze-o.
O poder da fé é a chave para abrir a porta da felicidade.

Os salmos “são palavras humanas dirigidas a Deus, mas também palavras de Deus dirigidas aos homens” (Dom Zevini).

“Leia atentamente o Salmo, com calma, num ambiente de silêncio. Depois tome uma imagem, alguma palavra ou versículo do Salmo que tenha chamado atenção, e fique um pouco mais de tempo sobre isso. É um método de oração fácil


O PODER DOS SALMOS
É inegável e indiscutível o poder das orações e assim acontece também
com relação aos salmos.
É sabido que muitas pessoas conseguem graças extraordinárias apenas com a fervorosa leitura dos salmos.
CADA SALMO SE PRESTA A UMA OU ALGUMAS FINALIDADES.
Os Salmos, por sua natureza espiritual, representam um livro de oração valioso para toda a humanidade em todos os tempos.
PODEMOS DIZER COM TODA CERTEZA QUE OS SALMOS SÃO A MANIFESTAÇÃO  DE DEUS. As igrejas cantam os Salmos e seus membros ou freqüentadores encontram-se com Deus.
Todos os bons sentimentos do coração humano encontram nos Salmos sua expressão maior.

OS SALMOS SURGIRAM EM ÉPOCAS DIVERSAS. A maioria foi escrita durante o tempo dos reis Davi e de seu filho Salomão. Setenta e três títulos são relacionados ao rei Davi, dois a Salomão, 12 aos filhos de Coré, 12 a Asafe, um a Hemão, um a Etã e um a Moisés.
O rei Davi (10º século a.C.) foi um exímio poeta e músico, grande profeta, homem profundamente religioso (pecou, foi punido por Deus, mas em seguida adorou-o até sua morte). Pelos muitos Salmos de sua autoria e por qualidades de "justo perseguido, penitente reconciliado e figura do Messias", a tradição o considera "pai espiritual dos salmistas".
EM NOSSOS ESTUDOS ENCONTRAMOS OS SALMOS CLASSIFICADOS EM:

a) Salmos de Louvor;
b) Salmos de Ação de Graças;
c) Salmos de Lamentação e Súplica;
d) Salmos de Sapiência.
REALIZAMOS UMA OUTRA CLASSIFICAÇÃO COM O OBJETIVO PRÁTICO DE CONSULTA, A SABER:

1. SALMOS DE LOUVOR
Esses Salmos foram compostos para cerimônias litúrgicas. Eram cantados por ocasião das solenidades de Israel. Possuem caráter comunitário que se manifesta pelo uso do diálogo, coro, refrão, aclamação. Seus elementos característicos são: invocação a Deus, convite ao louvor, motivos laudatórios (que encerram louvor), bênçãos e orações.
Sob a forma de hinos, os Salmos de Louvor celebram a soberania do Criador e do Deus da aliança. Dividem-se da seguinte forma:
Hinos ao Criador - Salmos 8, 19, 33 e 104
Hinos ao Senhor da história - Salmos 65, 113, 114, 117, 135, 136, 145 e 150
Hinos históricos - Salmos 78, 105 e 106
Hinos litúrgicos* - Salmos 124 e 132
Cânticos de peregrinação** - Salmos 120-134
Cânticos de Sião*** - Salmos 46, 48, 76, 84 e 122

(*) - Eram saudados em grandes solenidades, como a procissão da arca da aliança.
(**) - Exaltam Jerusalém e o Templo.
(***) - Os poemas trazem a mensagem da esperança de plenitude: a vinda do Messias e do reino definitivo de Deus.

2. SALMOS DA REALEZA

Esses Salmos glorificam os monarcas da dinastia de Davi como representantes de Deus.
Salmos 2, 18, 20, 21, 45, 72, 89, 101, 110 e 132


3. SALMOS DA REALEZA DE DEUS
Celebram a sabedoria universal de Deus, como Rei por excelência.
Salmos 47, 93, 96-99

4. SALMOS DE AÇÃO DE GRAÇAS

Nas cerimônias litúrgicas os fiéis, acompanhados de parentes e amigos, ofereciam a Deus a ação de graças pelos favores alcançados. Esses Salmos caracterizam-se pela invocação, convite à ação de graças, retrospecto sobre a aflição, relato da intervenção de Deus como salvador, anúncio do sacrifício de ação de graças, orações e promessa de louvor. Apresentam caráter individual e coletivo.
Individual - Salmos 9, 18, 30, 32, 34, 40, 41, 66, 92, 107, 116, 118 e 138
Coletivo - Salmos 66, 124 e 129

5. SALMOS DE LAMENTAÇÃO E SÚPLICA

Caracterizam-se pela lamentação, acompanhada de oração sobre o tema do perigo de vida, a opressão do inimigo, ou de outra circunstância aflitiva pessoal. Dividem-se, pela natureza, em individual e coletivo.
Individual - Salmos 5, 6, 7, 10, 13, 17, 22, 25, 26, 28, 31, 35, 36, 38, 39, 42, 43, 51, 54-57, 59, 61, 63, 64, 69, 70, 71, 86, 88, 94, 102, 109, 120, 130, 140-143
Coletivo - Salmos 12, 14, 44, 58, 60, 74, 77, 79, 80, 83, 85, 90, 94, 108, 123, 137

6. SALMOS DE CONFIANÇA



Caracterizam-se também por lamentações, mas com um forte conteúdo na confiança no Deus altíssimo. Dividem-se, por sua natureza, em individual e coletivo.
Individual - Salmos 3, 4, 11, 16, 23, 27, 62, 63, 91, 121, 129 e 131
Coletivo - Salmos 46, 123, 125 e 126

7. SALMOS DE VIGÍLIA

Eram utilizados para a véspera de grandes solenidades litúrgicas.

Salmos 5, 17, 27, 30, 57, 63 e 143

8. SALMOS DIDÁTICOS OU DE SABEDORIA

Caracterizam-se pelas formas estilística e temática.
- Estilística
Reflexões, provérbios, preceitos, comparações e ilustrações tomadas da natureza, perguntas retóricas, advertências e exortações com a finalidade de instruir os mais ignorantes e estimular os menos fervorosos.
-Temática
Estudo da lei como fonte de bênção e felicidade, a meditação dos ministérios da fé, a confiança pessoal em Deus, o valor da justiça como sinônimo de vida espiritual, o homem justo como modelo, a antítese entre justos e ímpios, a retribuição divina.
OS SALMOS DIDÁTICOS ESTÃO CLASSIFICADOS EM:

Salmos alfabéticos (37, 111, 112, 119 e 145)
Salmos histórico-didáticos (78, 105 e 106)
Salmos litúrgico-didáticos (15, 25 e 134)
Salmos de exortação profética (14, 50, 52, 53, 75, 81 e 82)
Salmos sobre retribuição (37, 43, 49, 73 e 91)
Salmos de instrução ou sabedoria (1, 37, 49, 73, 112, 119, 127 e 133)



BENTO XVI INCENTIVA CRISTÃOS A REZAR COM O LIVRO DOS SALMOS



O PONTÍFICE INCENTIVOU OS CRISTÃOS A MERGULHAREM NO CONHECIMENTO DESSE IMPORTANTE LIVRO BÍBLICO.

O cristão, rezando os Salmos, reza ao Pai em Cristo e com Cristo, assumindo esses cantos em uma perspectiva nova, que tem no mistério pascal a sua última chave interpretativa.
O horizonte do orante abre-se, assim, a realidades inesperadas, cada Salmo adquire uma luz nova em Cristo e o Saltério pode brilhar em toda a sua infinita riqueza",.

NESSE SENTIDO, COMO SÃO PALAVRAS INSPIRADAS POR DEUS, QUEM REZA OS SALMOS FALA A DEUS COM AS PALAVRAS MESMAS QUE DEUS DEU AOS HOMENS, DIRIGE-SE A ELE COM AS PALAVRAS QUE ELE MESMO DÁ AOS HOMENS. "ASSIM, REZANDO OS SALMOS, APRENDE-SE A REZAR. SÃO UMA ESCOLA DE ORAÇÃO. [...]
Tomemos, portanto, em mãos, esse livro santo, deixemo-nos ensinar por Deus e nos  a dirigirmos a Ele, façamos do Saltério um guia que nos auxilie e nos acompanhe cotidianamente no caminho da oração. Peçamos também nós, como os discípulos de Jesus, 'Senhor, ensina-nos a rezar' (Lc 11,1), abrindo o coração para acolher a oração do Mestre, no qual todas as nossas orações chegam ao seu cumprimento. Assim, tornados filhos no Filho, poderemos falar com Deus
 chamando-O 'Pai Nosso'".



Bento XVI afirmou que toda a experiência humana, com as suas múltiplas faces, e toda a gama dos sentimentos que acompanham a existência do homem encontram expressão no Livro dos Salmos.
Toda a realidade do crente conflui naquelas orações, que o povo de Israel primeiro e a Igreja depois assumiram como mediação privilegiada da relação com o único Deus e resposta adequada ao seu revelar-se na história". 

BENTO XVI COMPAROU A IMPORTÂNCIA DE REZAR COM OS SALMOS COM A CRIANÇA QUE COMEÇA A FALAR E POUCO A POUCO SE APROPRIA DO CONTEXTO E DAS PALAVRAS RECEBIDAS DE SEUS PAIS E DOS QUE ESTÃO NO SEU ENTORNO, APRENDENDO UM NOVO MODO DE PENSAR E DE SENTIR, UM MUNDO DE CONCEITOS, E ASSIM CRESCEM, RELACIONAM-SE COM A REALIDADE, COM OS HOMENS E COM DEUS. 

"ASSIM ACONTECE COM A ORAÇÃO DOS SALMOS. Esses nos são dados para que aprendamos a dirigir-nos a Deus, a nos comunicar com Ele, a falar com Ele sobre nós com as suas palavras, a encontrar uma linguagem para o encontro com Deus.
E, através daquelas palavras, será possível também conhecer e acolher os critérios do seu agir, aproximar-se do mistério dos seus pensamentos e dos seus caminhos, a fim de crescer sempre mais na fé e no amor.
 Como as nossas palavras não são somente palavras,  nos ensinam um modo real e conceitual, assim também essas orações ensinam-nos o coração de Deus, para que não somente possamos falar com Deus, mas possamos aprender quem é Deus e, aprendendo como falar com Ele, aprendamos o ser homem, a ser nós mesmos".

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS - EXPLICAÇÃO DA FESTA / A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi / CERIMONIAL PARA A ENTRONIZAÇÃO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS NAS FAMÍLIAS

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


EXPLICAÇÃO DA FESTA 
A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi


A imagem do Sagrado de Coração Jesus , lembra o núcleo central de nossa fé: tudo e todos que Deus amou com seu Coração, nós também devemos amar. Jesus tem um Coração que ama sem medida. E tanto nos ama, que sofre quando seu imenso amor não é correspondido.

A Igreja dedica todo o mês de junho ao Sagrado Coração de Jesus, com a finalidade de que os católicos o veneremos, o honremos e o imitemos.

Isto significa que devemos viver demonstrando a Jesus com nossas obras que o amamos, que correspondemos ao grande amor que Ele nos tem e que nos demonstrou entregando-se à morte por nós.

Todos os dias podemos nos aproximar de Jesus e ficar junto a Ele. Dependendo somente de nós. Já que Ele sempre está nos esperando e amando.

Devemos recordá-Lo e pensar cada vez que agimos: Que faria Jesus nesta situação, o que ditaria o seu Coração? (ante um problema na família, no trabalho, em nossa comunidade, com nossas amizades, etc.). Devemos, por tanto, pensar nas obras e ações que vamos fazer para nos aproximar de Deus.

Origem da devoção ao Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, quando se meditava ao Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração se abriram as portas do Céu. A devoção ao Sagrado Coração está acima de outras devoções porque nós adoramos o Coração de Deus. Porém foi Jesus quem, no século dezessete, em Paray-ele-Monial, França, pediu, através de uma humilde freira que se estabelecesse definitivamente e especificamente à devoção seu Sagrado Coração.

Em junho de 1675 apareceu Nosso Senhor e mostrou seu Coração a Santa Margarita Maria de Alacoque. Seu Coração estava rodeado de chamas de amor, coroado de espinhos, com uma ferida aberta da qual brotava sangue, do interior de seu coração, saia uma cruz.

Santa Margarita escutou Nosso Senhor dizer: “Eis aqui o coração que tanto tem amado os homem, e em troca, da maior parte dos homens não recebe nada mais que ingratidão, irreverência e desprezo, neste sacramento de amor”.



Com estas palavras Nosso Senhor nos diz em que consiste a devoção a seu Sagrado Coração. A devoção em si esta dirigida à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e a seu amor não correspondido, representado por seu Coração. Dois, devem ser os atos desta devoção: amor e reparação.

Amor - pelo muito que Ele nos ama.
Reparação e desagravo – pelas muitas injurias que recebe sobre tudo na Sagrada Eucaristia.

Santa Margarita Maria de Alacoque era uma religiosa da Ordem da Visitação. Tinha um grande amor por Jesus. E Jesus teve uma amor especial por ela.

Jesus lhe apareceu em várias ocasiões para dizer-lhe o muito que a ama e a todos os homens e o muito que lhe doía o Coração quando os homens se afastavam Dele pelo pecado.

Durante estas visitas, Jesus lhe pediu que ensina-se a querê-lo mais, a ter-lhe devoção, a reza e, sobre tudo, a ter um bom comportamento para que seu Coração não sofre-se mais com nossos pecados.

O pecado nos afasta de Jesus e isto o entristece porque Ele quer que todos cheguemos ao Céu com Ele. Nós podemos demonstrar nosso amor ao Sagrado Coração de Jesus com nossas obras: nisto precisamente consiste a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

As promessas do Sagrado Coração de Jesus

Jesus prometeu a Santa Margarita e Alacoque, que se uma pessoa comungava nas primeiras sextas-feiras do mês, durante nove meses seguidos, lhe concederia o seguinte:

•  Daria-lhes todas as graças necessárias a seu estado de casado(as), solteiro(a), viúvo(a) ou consagrado(a) a Deus.
•  Poria paz em suas famílias.
•  Os consolaria em todas as aflições.
•  Seria seu refugio durante toda a vida, sobre tudo, na hora da morte.
•  Abençoaria abundantemente suas empresas.
•  Aos pecadores lhes daria misericórdia.
•  Os tíbios se tornariam fervorosos.
•  Os fervorosos se elevariam rapidamente à grande perfeição.
•  Abençoaria os lugares onde a imagem do Coração fosse exposta e venerada.
•  Daria-lhes a graça de mover os corações mais endurecidos.
• As pessoas que propaguem esta devoção teriam seu nome escrito em Seu Coração e jamais seriam abandonados por Ele.
• A graça da penitencia final: isto é, não morreriam em desgraça e sem haver recebido os Sacramentos. 


NESTA FESTA DEVEMOS TER ATENÇÃO EM JESUS PRESENTE NA SANTÍSSIMA EUCARISTIA e devemos refletir sobre o Amor incondicional de Deus e sobre a Misericórdia Infinita simbolizada pelo Seu Coração.
È preciso aproximarmos de Jesus e é por meio da Adoração Eucarística que somos “abertos” a partir de dentro pelo Seu trabalho invisível em nós

 A SANTÍSSIMA EUCARISTIA, CELEBRADA E ADORADA, COMO A IGREJA NOS ENSINA, É O MAIOR E MAIS EFICAZ TESOURO DA NOSSA SALVAÇÃO, UM TESOURO INFINITO QUE DEVE SER SALVAGUARDADO COM PROFUNDO  RESPEITO E PROFUNDA DEVOÇÃO.

È EXTREMAMENTE NECESSÁRIO LEMBRARMOS AQUI QUE PERTO DO CORAÇÃO DO FILHO É O CORAÇÃO DA MÃE A QUEM A IGREJA CELEBRA  NO DIA APÓS A SOLENIDADE DO
CORAÇÃO DE JESUS.

DIZ O SANTO PADRE : “ O CORAÇÃO QUE SE ASSEMELHA AO DE CRISTO  MAIS DO QUE QUALQUER OUTRO É, SEM DÚVIDA, O CORAÇÃO DE MARIA, SUA MÃE IMACULADA, E POR ISSO MESMO A LITURGIA OS DETÉM JUNTOS PARA A NOSSA VENERAÇÃO”.

Confiemos o mundo inteiro, o Santo Padre, nossa Santa Igreja, todo o Clero, nossa Diocese, nossa comunidade, nossa família , nosso coração, todo nosso ser e  missão aos Sacratíssimos Corações de Jesus e Maria, para que todos juntos possam  experimentar o Amor misericordioso de Deus e conheçam a verdadeira Paz.

                               
 ORAÇÃO
“Ó Coração de Jesus, vimos consagrar-Lhe as nossas pessoas e nossas vidas. Entregamos as nossas ações, nossos desejos, nossos problemas e os nossos sofrimentos. Entregamos-Lhe nossa Santa Igreja, o Santo Padre, todo o Clero,nossas Dioceses, nossas Comunidades, nossos benfeitores, nossos amigos e inimigos, nossas famílias , nossa missão e todo nosso ser. Queremos viver somente para honrá-LO , amá-LO e trazer-Lhe Glória.
Fizemos uma decisão e não queremos mudar: o de  pertencermos totalmente a Vós, fazer tudo por Vosso Amor, e renunciar de todo o coração  a tudo que possa desagradá-LO.
Tú serás sempre o coração do nosso desejo. E o objetivo dos nossos esforços será sempre para Te amar cada vez mais e torná-LO também conhecido, amado e servido pelas almas às quais nos enviar.
Por isso , Vos levamos , Ó Sagrado Coração de Jesus, como o principal objeto do nosso amor, como Aquele que protege nossas vidas, guarda nossos apostolados, nossa missão e como Aquele que prevê um remédio para a nossa incompetência, nossa infidelidade, e nossa instabilidade. Vós também sois a nossa satisfação diante de todas as deficiências em nossas ações, porque Tú és Aquele que responde por nós, És também nosso poderoso auxílio durante toda a vida e nosso refúgio seguro na hora da nossa morte.
 Vós sois o amigo fiel e íntimo do nosso coração. O único que não nos engana nem trai. Vós sois também nossa riqueza”.

SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS,

                          NÓS CONFIAMOS EM VÓS!



CERIMONIAL PARA A ENTRONIZAÇÃO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS NAS FAMÍLIAS




1. PREPARATIVOS

A imagem do Sagrado Coração, artística quanto possível, pode ser gravura, pintura ou estátua e será colocada no lugar de honra do salão, como homenagem prestada à soberania de Jesus Cristo, tão desconhecida em toda parte.

No dia marcado para a Entronização, reúne-se toda a família no salão da casa. O sacerdote, revestido de sobrepeliz e estola, benze a imagem do Sagrado Coração de Jesus, enfeitada com luzes e flores.

Para a benção da imagem prepare-se um copo com água benta e raminho para aspergi-la.


2. BÊNÇÃO DA IMAGEM ( pelo sacerdote)


O sacerdote asperge a imagem com água benta e todos os assistentes rezam em voz alta o Credo, em testemunho explícito da fé de toda a família.

Em seguida, o sacerdote, numa breve alocução, poderá expor o que Nosso Senhor espera das famílias particularmente a ele consagradas; - as bênçãos especiais e superabundantes de que são alvo; - o grande dever para elas de renovarem constantemente essa consagração como oração familiar.

Todos ajoelham e o sacerdote recita a:

SÚPLICA

Amorosíssimo Jesus, dignai-vos, em companhia de vossa Mãe dulcíssima, visitar esta morada e encher seus ditosos habitantes das graças prometidas às famílias que de modo especial se consagram ao vosso divino Coração. Vós mesmo, dulcíssimo Jesus, em revelação à vossa serva Margarida Maria e para os desígnios de vossa misericórdia, solicitastes do mundo inteiro a homenagem solene de amor ao vosso Coração santíssimo, que tanto amou os homens e dos quais é tão pouco amado. Esta família, pois, acudindo pressurosa ao vosso convite, em desagravo do abandono e apostasia de tantas almas, vos proclama amável soberano seu, e vos consagra absolutamente as alegrias e tristezas, as dores e trabalhos, o presente e futuro deste lar, de hoje para sempre inteiramente vosso. Abençoai, pois, Coração santíssimo, todos os presentes; abençoai os queridos ausentes; e firmai, nesta casa, Senhor – nós vo-lo rogamos pelo amor de vossa Mãe Santíssima – firmai nesta casa o domínio de vossa caridade; infundi em cada um dos seus moradores o espírito de fé, de santidade e de pureza: fazei que estas almas só a vós pertençam, desapegando-as completamente do mundo e de suas loucuras e vaidades. Abri-lhes, Senhor, a chaga do vosso paternal Coração, e nela, como em arca salvadora, guardai até à vida eterna estes que vossos são e vossos para sempre querem ser. Viva sempre neste lar, amado, bendito e glorificado, o Coração santíssimo de Jesus. Assim seja.

Não devendo faltar ninguém no lar querido em hora tão solene e feliz, evoca-se a lembrança dos membros já falecidos da família, rezando-se por eles e pelos ausentes um Padre-Nosso e uma Ave-Maria.


3. ENTRONIZAÇÃO

Depois, o pai ou mãe de família coloca a imagem do Sagrado Coração de Jesus no lugar de honra que lhe está preparado e ajoelhando-se todos, o sacerdote reza o:

ATO DE CONSAGRAÇÃO

Sagrado Coração de Jesus, que manifestastes a S. Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa.

Queremos doravante viver da vossa vida, queremos que floresçam no seio desta família as virtudes, a que prometestes já neste mundo a paz. Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes.

Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé, em nossos corações, pelo amor ser reservas de que estão abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção freqüente da divina Eucaristia.

Dignai-vos, Coração divino, presidir às nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as angústias, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.

Se, algum dia, um de nós tiver a desgraça de vos ofender, lembrai-lhe, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.

E quando soar a hora da separação, quando a morte lançar no meio de nós o luto, nós todos, os que partem e os que ficam, todos seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia, em que toda a família, reunida no céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios.

Digne-se o Coração imaculado de Maria, digne-se o glorioso patriarca S.José apresentar-vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida.

Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai.


4. ÚLTIMAS ORAÇÕES

O sacerdote e os presentes recitam juntos a seguinte:

ORAÇÃO

GLÓRIA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, - CUJA MISERICÓRDIA FOI INFINITA – PARA COM OS SERVOS FELIZES DESTE LAR, - ESCOLHENDO-OS ENTRE MILHARES – COMO HERANÇA DE AMOR - E SANTUÁRIO DE REPARAÇÃO PELA INGRATIDÃO HUMANA. – COM QUANTA CONFUSÃO, SENHOR JESUS, - ESTA PORÇÃO DE VOSSO REBANHO FIEL, - ACEITA A HONRA INSIGNE – DE VOS VER PRESIDI-LA: - COMO VOS ADORA EM SILÊNCIO – E SE REGOZIJA AO VER-VOS PARTILHAR, - SOB O MESMO TETO, - AS FADIGAS, - OS TRABALHOS – E TAMBÉM OS CASTOS GOZOS DESTES FILHOS VOSSOS. – AH! NÃO SOMOS DIGNOS, - É VERDADE, - DE QUE ENTREIS NESTA HUMILDE MORADA, - PORÉM, DISSESTES UMA PALAVRA – REVELANDO-NOS VOSSO CORAÇÃO SANTÍSSIMO – E NOSSAS ALMAS TIVERAM SEDE DE VÓS, - ACHARAM AS ÁGUAS QUE JORRAM ATÉ A VIDA ETERNA – EM VOSSO LADO CHAGADO, Ó BOM JESUS!

POR ISSO, CONTRITOS E CONFIANTES, - VIEMOS ENTREGAR-NOS A VÓS – QUE SOIS A VIDA IMORTAL. – PERMANECEI ENTRE NÓS, - CORAÇÃO SAGRADO, - SENTIMOS VIVAS ÂNSIAS DE AMAR-VOS E FAZER-VOS AMAR; - POIS SOIS A SARÇA ARDENTE – QUE HÁ DE ABRASAR O MUNDO PARA REGENERÁ-LO. – AH! SIM, QUE ESTA CASA – SEJA O REFÚGIO, TÃO MEIGO COMO O DE BETÂNIA, - ONDE ENCONTREIS ACONCHEGO NAS ALMAS AMIGAS, - QUE ESCOLHERAM A MELHOR PARTE – NA INTIMIDADE VENTUROSA DO VOSSO CORAÇÃO: - SEJA ESTE, SALVADOR AMADO, - O ASILO CARINHOSO, - DO EGITO NO DESTERRO – A QUE VOS CONDENAM OS VOSSOS INIMIGOS. – VINDE, SENHOR, - VINDE ... – POIS, NESTA CASA, - COMO EM NAZARÉ – AMA-SE COM ENTRANHÁVEL AMOR – A VIRGEM MARIA, - ESTA MÃE TÃO TERNA QUE VÓS MESMO NOS DESTES; - VINDE ENCHER COM VOSSA PRESENÇA DELICIOSA – OS VÁCUOS – QUE A MORTE E A DESGRAÇA FIZERAM ENTRE NÓS. – AH! SE VÓS, AMIGO FIDELÍSSIMO, - HOUVÉSSEIS ESTADO EM NOSSAS HORAS DE LUTO, - COMO SE TERIAM SUAVIZADO AS NOSSAS LÁGRIMAS – E QUANTO BÁLSAMO DE PAZ TERÍAMOS SENTIDO – NAQUELAS FERIDAS SECRETAS QUE VÓS SÓ CONHECEIS ... – VINDE ... – PORQUE SE APROXIMA TALVEZ PARA NÓS – A TARDE ANGUSTIOSA DE NOVOS PESARES, - E DECLINA O DIA FUGAZ DE NOSSAS ILUSÕES; - FICAI CONOSCO PORQUE ANOITECE, - O MUNDO PERVERSO – QUER ENVOLVER-NOS NAS TREVAS DAS SUAS NEGAÇÕES; - NÓS VOS QUEREMOS, - PORQUE SOIS O CAMINHO E A VIDA. – EXCLAMAI, JESUS, COMO OUTRORA: - “É PRECISO QUE DESDE HOJE – ME DEIS HOSPEDAGEM EM VOSSA CASA”. – SIM, SENHOR, - ESTABELECEI AQUI O VOSSO TABERNÁCULO – A CUJA SOMBRA VIVAMOS – EM VOSSA COMPANHIA – NÓS QUE VOS PROCLAMAMOS NOSSO REI, - PORQUE NÃO QUEREMOS QUE OUTRO REINE, - SENÃO VÓS TÃO SOMENTE.

VIVA SEMPRE AMADO, - BENDITO E GLORIFICADO NESTE LAR – O CORAÇÃO TRIUNFANTE DE JESUS. – VENHA A NÓS O SEU REINO!

Recita-se uma Salve-Rainha em homenagem de amor ao Coração Imaculado de Maria, e as jaculatórias:

V. Sagrado Coração de Jesus,
R. tende piedade de nós.
V. Sagrado Coração de Jesus,
R. tende piedade de nós.
V. Sagrado Coração de Jesus,
R. tende piedade de nós.
V. Coração Imaculado de Maria,
R. rogai por nós.
V. São José,
R. rogai por nós.
V. Santa Margarida Maria,
R. rogai por nós.


5. BÊNÇÃO FINAL

Para terminar, o sacerdote implora a proteção de Deus para a família e lhe dá a bênção.
Todos os membros da família presentes assinam o documento autêntico da Entronização, que ficará ou guardado nos arquivos da família, ou exposto, em quadro, para sempre lembrar os compromissos sagrados.


6. PRÁTICAS ACONSELHADAS

A família que se consagrou ao divino Coração de Jesus e entronizou no lar a imagem dele, deve fomentar em seu seio e no espírito de cada um de seus membros uma devoção particular e íntima ao mesmo Sagrado Coração.

Dentre os muitos atos em que ela se patenteia, especializaremos:

1. Recitar em comum, todos os dias a:

RENOVAÇÃO DA CONSAGRAÇÃO

Dulcíssimo Senhor, humildemente prostrados aos vossos pés, renovamos a consagração de nossa família ao vosso divino Coração. Sede sempre o nosso Rei; confiamos inteiramente em vós; o vosso Espírito penetre nossos pensamentos, nossos desejos, nossas palavras e nossas obras; abençoai as nossas resoluções e compartilhai as nossas alegrias, as nossas provações, os nossos trabalhos. Fazei que vos conheçamos melhor, vos amemos mais e vos sirvamos sem fraqueza. Que de uma extremidade da terra à outra ressoe essa exclamação: Amado, bendito e glorificado seja sempre e em toda parte o Coração triunfante de Jesus. Assim seja.

2. No dia da Entronização todos os membros se aproximarão da sagrada mesa para obterem o triunfo do Coração de Jesus e para repararem os ultrajes feitos à sua majestade.

3. Todos os membros da família se propõem de comungar, cada ano, na festa do Coração de Jesus, e de celebrar essa festa na intimidade. Além disto, comprometem-se a santificar a primeira sexta-feira de cada mês.

4. Fazer a Hora Santa. A Hora Santa é uma prática mui agradável ao Sagrado Coração. Consiste em passar uma hora em oração em união com Jesus agonizante no Jardim das Oliveiras. Este exercício pode se fazer em casa, ou por mês ou por semana.

5. Celebrar-se-á o aniversário da Entronização pela renovação da consagração ao Sagrado Coração. Servir-se-ão, para isso, da oração do cerimonial da Entronização.

6. Venerar a imagem do Sagrado Coração. Os membros da família dirigirão muitas vezes os olhares para ela e a ornarão com flores e luzes, principalmente nos dias consagrados ao Sagrado Coração. Para enfeitar a imagem, os pais encarreguem de preferência as crianças.

É honrar a imagem, ajoelhar-se diante dela para recitar as orações da manhã e da noite